Puxa uma cadeira, e relaxe...

30 de out. de 2010

DIA 22



Costigliole, 30 de outubro de 2010
sábado

Dormi até 11 da manhã. Acordei e decidi lavar roupa! Já que não tenho mais quase nada limpo. Fingi que a dor não doía e com a ajuda da Renata fui pra lavanderia. Enquanto esperava, fiz as unhas e me sinto até mais humana, agora.

Resolvemos ir para Asti, pois temos que comprar calças de uniformes.

Tomamos uma cioccolatta calda com tosta (o mixto quente daqui, só que é com mozzarela de búfala e prociutto) e pegamos o ônibus.

Em Asti, nos deparamos com uma feirinha. Quem me conhece sabe que eu nunca fui capaz de resistir a uma feirinha. Malhas a 5 euros, casacos, calças, pães, queijos, flores, tudo misturado. Contento-me com uma bota preta de salto a 24 euros, porque acho que Deus até castiga a gente vir uma coisa dessas e deixar passar.

A coluna aperta a reclamação, e, mesmo eu decidida a ignora-la, percebo que tenho que tentar pelo menos um tandrilax.

Vamos procurar a tal loja de uniformes, e ninguém conhece. Entramos então numa loja de cosméticos e lá dentro, duas surpresas: meu shampoo daquela linha especial da L´Oreal que aí no Brasil custa algo em torno de 150 reais, aqui custa 15 euros. Compro, claro. E a segunda surpresa, o rapaz que nos atende é liiindo, como a maioria dos italianos que vimos, mas com um fator a se considerar: é o primeiro dos italianos que não achamos que parece gay! E ele fala! Fala muito! conta que é sul e que lá tem peixes maravilhosos como a spigola e o cherne, que ele também gosta de cozinhar, que bom mesmo é o sul (estamos bem inclinadas a acreditar nisso0!, mostra a foto da linda praia rochosa onde nasceu, pergunta como é o Brasil e conta que se chama Samuelle. Meio tontas (veja, são 20 dias sem ver homens que se pareçam com homens, exceto pelos brasileiros do nosso grupo, mas eles não contam! já achávamos que não existia isso por aqui!) nos despedimos parecendo duas lesmas e saímos correndo para o frio e a chuva mais seguros que a loja do Samuelle (mas seguramente daremos o endereço para algumas das meninas que acharmos merecedoras!) e onde me lembro que estou com muita dor de coluna!

Vamos ver os uniformes, muito legais, por sinal e minha coluna já implora por um descanso. Mal consigo andar, de novo. No caminho para o ponto de ônibus achamos uma loja de uns africanos onde se vendem todo o tipo de coisas exóticas. Muito tranqüilizador, pois lá tem aipim (a raiz!!) e arroz parbolizado... de que faremos uso em uma outra ocasião. E, surpresa das surpresas do dia: GUARANÁ ANTÁRTICA. Depois de momentos tão difíceis, achar um italiano que não parece gay, aipim e guaraná antártica me provoca uma crise de choro de felicidade! Comprei só três latinhas porque não posso carregar peso. Cada uma a 2,80 euros. Argh!

Voltamos para esperar o ônibus sentadas e tomar mais um capuccino e venho no ônibus ouvindo Nina Simone, com a perna esticada e dormindo profundamente!!!

Ao chegar, decidimos comer alguma coisa na Madalena. Fernanda, com quem encontramos, nos acompanha... Como uns camarões graúdos ao molho rosé, perfeitos, durinhos e umas batatinhas. Tudo acompanhado de meu recém-adquirido Guaraná. Crema Catalana de sobremesa; E, com ou sem dor de coluna, o mundo está parecendo bem mais agradável.

De volta à cascina, e à zoeira habitual somos convidadas pra uma balada, no club techno da comune vizinha, Isola D´Asti. Rimos, né? E juro que não é a idade, quem me conhece sabe que desde sempre é o tipo do programa que não me pega. Ainda mais nas atuais circunstâcias.

No quarto, vejo que minha tática de deixar a sacada aberta o dia inteiro deu certo, e está até bem habitável. Guardo minhas coisas, admiro minha bota pensando em quando minha coluna vai me permiti usa-la e deito para finalmente chegar a hoje, em tempo real, nesse blog fajuto!!!

Ah sim!! Hoje finalmente acaba o horário de verão. Então estou confusa em relação a que horas são agora, mas o fato é que a diferença entre nós e o Brasil, diminuem, né?

Pioggia. Freddo.

Vou dormir.

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