Puxa uma cadeira, e relaxe...

29 de out. de 2010

DIA 11

Costigliole, 19 de outubro de 2010
Terça

Pela manhã aula de Gelattos e Sorbettes. Incrível! Eu vi, assim, com meus olhinhos, como se faz o tal do sorvete italiano. Ele é tão fofo porque não é batido, a máquina fá-lo girar, como uma lava-roupas de modo que ele vai incorporando ar. Mas, pra mim, continua sendo excessivamente doce. Há o Fiordilatte que seria o nosso nata e é a base para vários outros. Não é aromatizado e nem leva ovos. Há o Crema de Uevos, que seria o nosso creme e é mais pesado, por causa das gemas e por fim a base para os sorvetes de fruta, que não levam leite nem ovo. Fizemos um de pêra, que ficou delicioso. Existe uma máquina chamada PacoJet. Queeeeeeeeeero. Com ela se pode deixar bases e aromas prontos no congelados e fazer sorvete conforme o cliente pede. Daí o sorvete não passa pelos problemas que tem mesmo quando bem conservado e não há desperdício. Custa 1500 euros.

À tarde, aula de Piccola Pasticceria, que seriam os petit four. Então bacci de dama e outros. Quem deu foi um chef, hiper conceituado, mas um chef. Assim, achei que as coisas não resultaram muito delicadas. E nem gostosas, pra falar a verdade.

Depois da aula fui à Pasticceria do Alessandro com a Luciane Daux (minha amiga Catarinense chiquéééérrima) e tomamos um vinho que ela achou meio vagabundo, mas eu, bagaceira toda a vida, achei que nunca tinha tomado um melhor!!! Me lembrou aquele que tomávamos no Pardal depois da UFF e que a língua ficava roxa. Hum, beleza! Marcos e Paulão foram buscar a gente, voltamos para o hotel e resolvemos tomar mais um vinho no quarto da Lu.

E, jogar buraco.

Impressionante como há variações de regras. Lu queria todo o tipo de trincas possíveis. Paulão queria que o morto e a batida não dependessem nem pontuassem nada, eu queria que houvesse canastras de 500 e 1000 e Marcos, bom, Marcos queria tanta coisa que o jogo ficaria inviável. Decidimos terminantemente pela proibição das trincas e eu eu Paulão perdemos a partida de 2000. Mas, o Barbera e o prociutto crudo San Danielle que a Lu colocou na roda compensaram.

E eu que achava que não bebia...

Ah sim! A despeito de todos os prognósticos terroristas de que na Europa não havia manicures, pedicures e nem – oh, horror – depilação, só nessa cidade micro há dois salões. Diz a Fernanda, nossa tradutora que nem a manicure nem a depiladora são assim, uma brasileira, mas, que quebram o galho. Manicure 15 euros, pedicure 25 euros (com a ressalva de que se NÃO houver calos!), drenagem linfática a 40 euros a sessão e fiquei com medo de perguntar o preço da depilação. Decidi deixar pra apelar a isto numa hora de desespero, ou quando eu estiver deprimida e precisar de um salão. Por hora, vou me virando com meu kit básico de manicure e o satinelle que roubei da mamãe, que tinha roubado de mim.

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