Puxa uma cadeira, e relaxe...

29 de out. de 2010

DIA 16

Costigliole, 24 de outubro de 2010
domingo

O signor Gallo provou que, como Renata diz, é ponta firme, e às 9:15 estava lá para nos apanhar! Em Asti soubemos que havia um problema nos trilhos no caminho pra Alba e então fomos enviadas pra lá num ônibus da Trenitalia, ainda não foi desta vez que andei de trem por aqui...

Uma hora de viagem (de carro teria sido bem mais rápido, são só 40 km de Costigliole que está aliás, entre Asti e Alba...) e chegamos a Alba e congelamos. Entramos correndo em um café e nos enchemos de chocolate quente (que aqui é uma beberagem cheia de amido) e fomos correndo procurar um lugar onde pudéssemos comprar meias-calças térmicas para colocar sobre aquelas que já vestíamos. Só depois desta providência singela é que consegui me focar no que fui fazer em Alba e que era afinal uma das minhas grandes expectativas para a viagem: O Mercato de Tartufo Bianco di Alba. Tantas vezes estudado, sonhado, desejado. E lá estava eu, entre aquela gente bonita e bem vestida, com meu chapéu vintage novo, na rua onde, um mês por ano, civis e chefs do mundo inteiro se digladiam por uns míseros gramas deste produto que pode chegar a preços exorbitantes, geralmente só pagos pelos japoneses, que são estranhos mesmo.

A feira era num enorme galpão nesta rua onde as pessoas iam e vinham. O nosso ticket de entrada custou 8 euros e dava direito à degustação de vinhos. Ao entrar no galpão, o cheiro. Ahhhh, o cheiro. Nos separamos e fomos andar. E eu provei. Ah, eu provei tudo. Vinho, grapa, tartufo dolci (que não tem nada a ver com o que fazemos aí, que prefiro), tarocco di ciocolato, burro trufatto, crema trufatta, olio trufatto, aceto trufatto, riso trufatto, provei tudo! Comprei manteiga, crema e azeite. E mais não comprei porque dinheiro não tinha. De qualquer maneira estou com a intenção de fazer algo como um menu degustação em casa quando voltar ao Brasil, então não deixa de ser um investimento (entendeu, papai?).

Quando finalmente reencontrei Renata, estávamos ambas exaustas, congeladas e notamos que não íamos conseguir aproveitar mais nada. A essa altura minha coluna já estava doendo e depois de ver passar três, bem, não sei como se chama, algo como “blocos” de burgos, vestidos a caráter, corremos para a Estação de onde o ônibus tinha acabado de sair. Duas horas de espera. E desta vez não dava pra chamar o signor Gallo, pois não tínhamos mais dinheiro!

Fiquei na estação sentada com as bolsas pra tentar poupar minha coluna e Renata ainda foi andar.

Duas horas e uma sonequinha depois, finalmente pegamos o ônibus, onde dormi mais e cheguei de volta à Cascina, onde cumprimentei minhas colegas de quarto canadenses e, fui dormir, exausta!

Chovia.

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