29 de jan. de 2010
25 de jan. de 2010
Que eu tava aflita de te contar
24 de jan. de 2010
Medo de amar
Vire essa folha do livro e se esqueça de mim
Finja que o amor acabou e se esqueça de mim
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raiz
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz
Agora vá sua vida como você quer
Porém, não se surpreenda se uma outra mulher
Nascer de mim, como do deserto uma flor
E compreender que o ciúme é o perfume do amor
Harry Potter
23 de jan. de 2010
Cenas de Natureza Sexual
22 de jan. de 2010
É uma menina!
Hoje um cachorrinho me encontrou no mundo.

A Tortura do Silêncio


Hoje foi A Tortura do Silêncio, I Confess, filmado em 1953, no Quebec. Um Hitchcock básico. O que mais me chamou a atenção foi... o topete de Montgomery Clift como o Padre Logan. Também estavam lá Anne Baxter, o de sempre, e Karl Maden, este sim, brilhante como o Inspetor Larrue.
21 de jan. de 2010
DISTIMIA
Os traços essenciais da distimia são o estado depressivo leve e prolongado, além de outros sintomas comumente presentes. Pelo critério norte americano são necessários dois anos de período contínuo predominantemente depressivo para os adultos e um ano para as crianças sendo que para elas o humor pode ser irritável ao invés de depressivo. Para o diagnóstico da distimia é necessário antes excluir fases de exaltação do humor como a mania ou a hipomania, assim como a depressão maior. Causas externas também anulam o diagnóstico como as depressões causadas por substâncias exógenas. Durante essa fase de dois anos o paciente não deverá ter passado por um período superior a dois meses sem os sintomas depressivos. Para preencher o diagnóstico de depressão os pacientes além do sentimento de tristeza prolongado precisam apresentar dois dos seguintes sintomas:
- Falta de apetite ou apetite em excesso
- Insônia ou hipersonia
- Falta de energia ou fadiga
- Baixa da auto-estima
- Dificuldade de concentrar-se ou tomar decisões
- Sentimento de falta de esperança
Características associadas
Estudos mostram que o sentimento de inadequação e desconforto é muito comum, a generalizada perda de prazer ou interesse também, e o isolamento social manifestado por querer ficar só em casa, sem receber visitas ou atender ao telefone nas fases piores são constantes. Esses pacientes reconhecem sua inconveniência quanto à rejeição social, mas não conseguem controlar. Geralmente os parentes exigem dos pacientes uma mudança positiva, mas isso não é possível para quem está deprimido, não pelas próprias forças. A irritabilidade com tudo e impaciência são sintomas freqüentes e incomodam ao próprio paciente. A capacidade produtiva fica prejudicada bem como a agilidade mental. Assim como na depressão, na distimia também há alteração do apetite, do sono e menos freqüentemente da psicomotricidade.
O fato de uma pessoa ter distimia não impede que ela desenvolva depressão: nesses casos denominamos a ocorrência de depressão dupla e quando acontece o paciente procura muitas vezes pela primeira vez o psiquiatra. Como a distimia não é suficiente para impedir o rendimento, apenas prejudicando-o, as pessoas não costumam ir ao médico, mas quando não conseguem fazer mais nada direito, vão ao médico e descobrem que têm distimia também.
Os pacientes que sofreram de distimia desde a infância ou adolescência tendem a acreditar que esse estado de humor é natural deles, faz parte do seu jeito de ser e por isso não procuram um médico, afinal, conseguem viver quase normalmente.
Idade
O início da distimia pode ocorrer na infância caracterizando-a por uma fase anormal. O próprio paciente descreve-se como uma criança diferente, brigona, mal humorada e sempre rejeitada pelos coleginhas. Nessa fase a incidência se dá igualmente em ambos os sexos. A distimia é sub-dividida em precoce e tardia, precoce quando iniciada antes dos 21 anos de idade e partia após isso. Os estudos até o momento mostram que o tipo precoce é mais freqüente que o tardio. Por outro lado estudos com pessoas acima de 60 anos de idade mostram que a prevalência da distimia nessa faixa etária é alta, sendo maior nas mulheres. Os homens apresentam uma freqüência de 17,2% de distimia enquanto as mulheres apresentam uma prevalência de 22,9%. Outro estudo também com pessoas acima de 60 anos de idade mostrou que a idade média de início da distimia foi de 55,4 anos de idade e o tempo médio de duração da distimia de 12,5 anos.
A comparação da distimia em pessoas com mais de 60 anos e entre 18 e 59 anos revelou poucas diferenças, os sintomas mais comuns são basicamente os mesmos. Os mais velhos apresentaram mais queixas físicas enquanto os mais novos mais queixas mentais.
Curso
A distimia começa sempre de forma muito gradual, nem um psiquiatra poderá ter certeza se um paciente está ou não adquirindo distimia. O diagnóstico preciso só pode ser feito depois que o problema está instalado. O próprio paciente tem dificuldade para determinar quando seu problema começou, a imprecisão gira em torno de meses a anos. Como na maioria das vezes a distimia começa no início da idade adulta a maioria dos pacientes tende a julgar que seu problema é constitucional, ou seja, faz parte do seu ser e não que possa ser um transtorno mental, tratável. Os estudos e os livros não falam a respeito de remissão espontânea. Isso tanto é devido a poucas pesquisas na área, como a provável não remissão. Por enquanto as informações nos levam a crer que a distimia tenda a permanecer indefinidamente nos pacientes quando não tratada.
Tratamento
Os tratamentos com antidepressivos tricíclicos nunca se mostraram satisfatórios, as novas gerações, no entanto, vem apresentando melhores resultados no uso prolongado. Os relatos mais freqüentes são de sucesso no uso da fluoxetina, sertralina, paroxetina emirtazapina.
Última Atualização: 15-10-2004
Ref. Bibliograf: Liv 01 Liv 03 Liv 17 Liv 13 Psychiatry Research 2001; 103:219-228
Clinical Features of Dysthymia and Age
Silvio Bellino
Corisco e Dadá


Mas hein?Vim escrever porque me parece que é uma rotina que devo criar.
Acabo de assistir Corisco e Dadá de Rosemberg Caryri.
Tenho uma atração antiga por tudo que diz respeito ao cangaço. Começou quando, em criança, folheava a coleção Nosso Século, companhêra véia, e vi a foto famosa das cabeças do bando de Lampião expostas em Angicos, Sergipe. Teve uma cabeça em especial, a primeira à esquerda na fileira de cima. Não me lembro o nome do cabra, mas poucas vezes vi uma criatura tão assustadoramente feia. Claro que o mórbido da foto contribuiu muito. Enfim, li a reportagem toda e tudo o que achei desde então.
Adorei a música do filme e tô até agora ecoando: Curisssssscôôôô!
E amei as imagens inicias, reais, do bando se exibindo para a câmera do “turco” Benjamin Abraão. Achei apenas que essas imagens deveriam ter sido novamente expostas no fim, quando a gente já é capaz de identificar a turma. E a foto minha amiga aparece no final, de modo que eu pude me reencontrar com o filho do cão. Tadinho.
Bem, outra impressão que tive é que Dadá não seria assim tão cangaceira, já que pelo menos no filme seu ato mais radical foi, quando do assassinato de Corisco, cortar o próprio pé. O que não é pouco, claro. Mas, bem, ela não estava lá por escolha. Quase morreu da hemorragia decorrente de seu estupro, promovido por Corisco quando a raptou, aos 12 anos. Sofreu tanto, a pobre, que acabou até amando o homem. Se correr, o bicho pega, se ficar... Tive a impressão de que ela não era assim como Maria Bonita, arretada body and soul.
Ledo Ivo Engano. Fui me informar. Pois bem. Segundo Semira Adler Vainsecher: "Por sua grande coragem, ela era tão admirada pelos bandidos que certos chefes de bandos ressaltavam:Dadá vale mais do que muito cangaceiro! Com o Diabo Louro, ela teve sete filhos, mas apenas três deles conseguiram sobreviver".
Essa última informação também não ficou clara no filme. Eu tive a impressão de que todos os filhos morreram.
Semira segue a contar que “em outubro de 1939, durante um duro combate contra três volantes, na fazenda Lagoa da Serra, em Sergipe, Corisco foi ferido e nunca mais se recuperou: ficou com a mão direita paralisada e o braço esquerdo atrofiado. A partir desse dia, Dadá se tornou a primeira (e única) mulher no cangaço a utilizar um fuzil.”
Assim, me retrato: Dadá era cabra macho sim senhor.
Bem, ela ter amputado o próprio pé se revelou licença poética. A danada, poupada da morte, casou-se de novo com um pintor de pareder e viveu até 1994. Com seus filhos (dela e de Corisco), moveu mundos e fundos pra ter o direito, em 1969, de enterrar a cabeça junto com o corpo do companheiro, pois até então, este singelo “membro”, jazia exposto em um museu em Salvador.
Minhas últimas considerações são: como a Dira Paes é linda e como o Chico Diaz é o pau de arara mais interessante do cangaço.
Sei lá... sinto-me compelida pelo cangaço... de novo! Capaz até de me render ao Glauber... será?