

Hoje foi A Tortura do Silêncio, I Confess, filmado em 1953, no Quebec. Um Hitchcock básico. O que mais me chamou a atenção foi... o topete de Montgomery Clift como o Padre Logan. Também estavam lá Anne Baxter, o de sempre, e Karl Maden, este sim, brilhante como o Inspetor Larrue.
Então, a idéia é a seguinte. Um alemão, Keller, que com sua mulher, Alma, trabalha em uma paróquia, resolve vestir-se de padre e, pra conseguir um troco, matar um cidadão. Ao voltar pra casa e cruzar o padre Logan (Clift e seu topetinho) decide se confessar e conta tudinho em detalhes ao incauto padre. Tá. Aí, o padre, esperto, na manhã seguinte, pinta na casa do falecido. Está dada a celeuma.
Bom, há dilemas morais que envolvem a Anne Baxter (quem poderia culpa-los?) e a coisa fica preta pro padre porque tudo aponta pra ele.
E, sei lá, claro que é um filme acima da média, mas ainda assim, já fui bem mais torturada pelo Hitch, e por bem menos. Quer dizer, pro tamanho do argumento, acho que o barulho foi pouco. Talvez porque a cara de torturado do padre não convença muito. Sabe quem acho que teria sido o padre perfeito? Gregory Peck. Mas eu devo achar isso porque já conheço a pra lá de eficiente cara de torturado do Peck, que o mundo só veio a conhecer 3 anos depois de Tortura do Silêncio, quando ele encarnou, em 1956, o Ahab, em Moby Dick.
E também, esse negócio de fulano é que ficaria bom é um argumento idiota.
Ah, nesse, Hitchcock aparece logo no comecinho, atravessando da direita pra esquerda.
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