Minha história com Harry Potter é curiosa.
Já ia alto o ano de 2006. Como todo o ser vivente na galáxia, já estava de saco cheio de ouvir falar em Harry Potter. Mas não tinha tido muito interesse em ler. E como de hábito, não tendo lido, também não quis assistir aos filmes. Vamos dizer o que o público que era fã não me animava muito...
Ocorre porém que eu estava recém-operada e meu marido fofo, trouxe para mim o primeiro livro, que ele havia comprado no sebo para passarmos o tempo durante a minha convalecença.
Achamos uma fábula muito bonitinha e criativa.
Sendo eu obsessiva, dei um jeito de obter TODOS os livros, o sexto havia acabado de ser lançado e no cinema, naquele ano havia saído o quinto filme.
Muito bem.
Em coisa de 3 meses havíamos acabado de ler os livros. E então, alugamos os quatro filmes já lançados de uma só vez.
Como é praxe, ficamos revoltados com as coisas que se perderam entre as duas versões. E pudemos aproveitar bem a experiência pois a memória estava fresca. Discutíamos tudo... do suco de abóbora gelada à desgnomização de jardins.
Aí, um tempo depois, lançaram o quinto filme, mas eu não fui vê-lo em um bom dia... filme pra mim tem dessas coisas, como livros, também, tem que ter química... e acabei não gostando muito, e na verdade ele meio que se apagou da minha mente. Como o livro, a esta altura, também, em seus detalhes.
Depois, na metade de 2009, lançaram o sétimo e último livro e o sexto filme.
Contra todos os meus hábitos, não assisti ao filme no cinema, mas li o sétimo livro.
Estou contando tudo isso porque daí surgiram duas decisões importantes!
Explico. Suponhamos que neste exato momento esteja passando na TV um programa que eu queira ver. Por exemplo, o especial do Lobão na SESC TV. Suponhamos ainda que eu esteja aqui de boboeira. Eu vou ver o programa? Não. Eu vou gravar o programa nessa maravilha que é o sky +. Se houver uma minisérie, por exemplo, o mesmo. Isso porque eu simplesmente perco o tesão em ver qualquer coisa que eu tenho que esperar pra dar continuidade, seja a interupção no curto espaço de um intervalo comercial, e seja ela, e principalmente o sendo, no espaço que dura entre um e outro capítulo. Eu gravo tudo e vou avançando os intervalos, porque pra mim é importante ver a coisa concentrada, pra ter noção de continuidade. Coisa de obsessivo.
Com o Harry Potter foi assim. Quando estava no calor da luta da leitura dos livros, foi ótimo ver os filmes e tudo o mais. Mas agora eu já não lembro nem bem das coisas, e fico desmotivada e irritada com isso, porque acabo perdendo coisas.
Esse talvez seja um exemplo banal porque afinal é só o Harry Potter. Mas é assim com tudo.
O que nos leva à primeira decisão: Definitivamente só vou os filmes de algum modo seriados quando TODOS os episódios no papel e na tela já tiverem sido lançados.
Eu sei que havia uma segunda decisão, mas simplesmente não consigo me lembrar qual era!!!
Mas eu hei de lembrar e volto pra escrever!
Bem, o fato é que agora eu acabei de ver o sexto filme.
Eu gostei, achei a estética a mais legal de todos. Não gosto realmente de nenhum dos outros filmes. E vendo este sexto filme me lembrei do sétimo livro.
E, depois disso tudo, só que eu tenho a dizer, é: se o Dumbledore pode, depois de morto ficar interagindo com o povo em Hogwarts - o que é coerente com a história - por que diabos o Sirius não fez o mesmo?
É, rapadura é doce mas não é mole não.
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