
Sujo. Tremendo. Com o cordão umbilical pendurado. Infestado de moscas verdes. Na minha ladeira, sozinho, sobre a trilha de pedras por onde o carro passaria em poucos minutos.
Agora está aqui, ao meu lado, em uma caixa, sobre trapos, aquecido por uma luminária coberta, de cima da qual recusa-se a sair.
Alimento-o a cada duas horas com uma seringa que ele suga com a mesma força que grita quando é novamente posto na caixa. Estimulei seus genitais com um contonete para que possa urinar e defecar.
Não sei ainda se é menino ou menina.
Procuro não gostar dele.
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