Puxa uma cadeira, e relaxe...

27 de nov. de 2010

Dias 37 a 48

Costigliole D’Asti,  26 de novembro de 2010

Eu, durante todos estes dias tinha a esperança de que pararia e escreveria dia por dia o que tinha rolado.

Hoje, finalmente me dei conta de que não, isso não ia acontecer, e se eu ficase esperando os dias iam passar e eu não retomaria a escrita.

Mas, por que isso aconteceu?

Bem, a semana que transcorreu após este sofrido fim-de-semana da viagem foi horrenda. Pavorosa. Mas passou. O fato é que eu não me sentia animada para escrever nada sobre coisa alguma. Faltei algumas aulas, perdi algumas visitas. Fui a médicos, massagistas, acupunturistas e só não fui a um pai de santo porque, infelizmente, não achei nenhum.
Assim, penso que não vale a pena recuperar ipsis literis esses dias tão sofridos. Mas, durante este tempo, tomei notas. Muitas notas de observações que considerei que valiam a pena postar aqui. Então, vou fazer um grande post atemporal com essas notas que valem bem mais a pena serem lidas que o meu cotidiano dolorido.

Cabe, contudo, dizer que hoje é uma sexta-feira, e eu estou bem, entupida de medicamentos mas bem. Acho que sou novamente carta no baralho dos bons estágios. Amanhã tenho consulta com o médico que me fará a infiltração. Ou seja, o blog parou, mas a vida seguiu.

Não viajei para lugar algum, neste meio tempo, e, a única coisa digna de nota, até para que o nobre leitor se situe, é que eu mudei de quarto... de novo! Sim, agora estou no segundo andar, com mais três brasileiras... minha vida é andar por esta Cascina...

E também vale dizer que na sexta-feira passada fizemos na escola uma feijoada, para angariar dinheiro para o Gilli, que foi roubado em Gênova no primeiro fim-de-semana. Foi um sucesso. Fizemos até a carne seca, defumamos a costelinha, teve caipirinha, quindão, pão de queijo e pastel com receita de tia Vanir. Teve ambrosia, arroz, farofa e a couve foi substituída, com relativo sucesso, por verza. Teve também roda de samba e dança. No fim, emocionada, Paola veio nos dizer que foi a melhor festa que a escola já teve e que ela ficou impressionada com a organização e limpeza, pois a cozinha, mesmo depois de tudo, nunca esteve tão limpa! É por isso que me ufano de meus conterrâneos! E de quebra, Gilli ainda embolsou 666 euros. É, o número foi este mesmo...

Enquanto escrevo, dezenas de coreanos bêbados festejam ao meu redor. É a despedida deles e houve muita comida apimentada. Fico triste porque quando eu finalmente consegui distingui-los, eles vão embora. Bem, c’est  la vie!