Puxa uma cadeira, e relaxe...

6 de dez. de 2010

Dia 49

Costigliole D'Asti, 27 de novembro de 2010
sabato

E então às 9 em ponto a abnegada Elisa veio me buscar. Gilli e Marcos foram junto. E deu-se em Alba, pelas hábeis mãos do dottore Valério Curtto, minha primeira infiltração.

Mas como foi isso? Bem, fui para o médico achando que se iniciaria o burocrático e longo processo que eu esperava, terminaria em minha infiltração. Mas esse senhor, anestesista, explicou-me que, sendo estrangeira, eu iria embora antes de conseguir fazê-la. E veio o já habitual: tira a roupa! A essa altura eu já tô craque. Aí pôs-se a examinar minha combalida coluna e a preparar a mega injeção habitual. Ué! É agora? Sim!!! E foi.

Acontece que, como no Brasil, deveria ter sido feita em ambiente hospitalar. Contudo, como ele disse, a burocracia impediria a realização do procedimento. Vai daí que ele resolveu fazer no consultório. No entanto, a quantidade de anestésicos e corticóides de que eu necessito é muito grande para uma apicação única fora de ambiente hospitalar, então terei que fazer 3 aplicações e, sem anestesia, pela mesma razão. Topei, porque nenhuma agulha pode doer mais que a minha coluna. E, feito! Assim, sentadinha na maca do consultório.

Já ficou marcada a próxima para o sábado que vem, e a seguinte para o dia 18 de dezembro. O detalhe escabroso: cada uma por 150 euros. E preciso adquirir um colete que custa outros 150. E, como não está sendo por vias oficiais, o seguro não cobrirá. Melhor não pensar nisso agora.

Dopo di chè, Elisa nos deixou no centro de Alba e lá fui eu, lépida e fagueira, com a perna inteiramente dormente, caminhar com os meninos por aquela rua comercial principal, para acharmos itens de que necessitávamos...

Dobramos a primeira esquina e: caraca!!! que friaca! Que que a gente faz? Volta? Se abraça? Se mata? Não tinha como voltar, Elisa já tinha ido embora, pra chegar à estação precisávamos andar a rua inteira. Vambora. A gente tremia literalmente. Eu, com minhas camadas, até estava bem, o problema é que o meu nariz sempre parece querer fugir do meu rosto e, sem as luvas, minhas mãos pareciam querer acompanhá-lo.

Na primeira barraquinha Gilli comprou uma luva. E eles estava piores do que eu! Foi quando descobri, horrorizada, que os meninos machistas não conhecem as delícias da meia-calça térmica! Resolvi levá-los a uma loja onde eu sabia que tinha, só que... era no início da rua, e estávamos no  fim. Ninguém sabe o que foram aqueles 100 metros em nossas vidas. E quando olhamos o termômetro: 0 graus!! meus primeiros zero graus! eu ficaria feliz, se não tivesse perto de ter as mãos necrosadas.

Enfim, conseguimos a meia, eles ficaram impressionadíssimos com o progresso da indústria têxtil, adquiri uma luva, e pudemos seguir nosso passeio... olhamos as modas, cada um fez o que tinha que fazer... passamos por Asti, ainda, e Cascina.

Nenhuma dor!

Ô vida boa!