Abri a temporada com Preciosa. Que em português recebeu o subtítulo de "uma história de esperança". Não sei não, acho que caiu o sinal da minha sensibilidade. Como assim esperança? Atenção, este parágrafo contém spoiler. Se você não viu o filme, não siga adiante!
Dito isto, convenhamos.
Na WASP NY, a criatura é preta como a lua nova e gorda como a lua cheia, e, o que poderia não ser o caso, é feia de dar medo, literalmente. Pobre, pobre, pobre, de Marais, Marais, Marais, mora numa espécie de CoHab do Harlem. Tem dezesseis anos e é violentada pelo pai ausente desde os três anos de idade e hostilizada pela mãe por causa disso. Gerou, por causa dos estupros, uma filha que tem Síndrome de Down, meigamente chamada de Mongo, a quem deu à luz no chão da cozinha sendo chutada pela mãe, e cuja função na vida da "familia" é garantir o cheque da assistência social. Está grávida do segundo filho (também do pai) e por esta razão é expulsa da escola que frequenta há anos sem nunca ter sequer aprendido a ler. Vai parar numa escola alternativa onde uma professora abnegada e gay compra a briga dela. Consegue ir morar em um abrigo com o filho já nascido (em um hospital, dessa vez) e a esta altura já sabe até escrever quando recebe a visita da mãe que lhe conta que, bom, o pai morreu. Ah, beleza, primeira boa notícia! É... de aids... ops! Tá todo mundo com Aids! Nessa altura comecei a rir freneticamente. Não precisava tanto. A gente já entendeu nos primeiros cinco minutos que o mundo é cão no Harlem, e tudo mais. Sei lá, não precisava tanto mesmo.
O subtítulo em português se deve ao fato de que no final ela recupera Mongo e sai da Assistência Social (a assistente é a Mariah Carey, melhor do que seria de se supor) "triunfante" carregando seus rebentos para... para onde mesmo? Sei lá, o filme termina aí, com aquele recurso agora-você-construa-o-final-porque-os-filmes-inteligentes-são-assim. O final que eu construí não é nada esperançoso.
Ao contrário. Vendo filmes americanos eu me pergunto se minha vida é um conto de fadas. Será que é? Você aí, me diga. Será possível a existência daquela mãe? Será possível um mundo de tanto desamor e grosseria? Me lembrei de um outro filme mundo cão do novo arauto da miséria planetária, Iñarritu. Amores Perros, é o filme, e dele não dá pra dar risada.
A protagonista de Precious, que atende pelo estranho nome de Gabourey Sibide, é uma menina que para eu saber se é ótima, tinha que conhecer pessoalmente. Porque ela dá a impressão de ser e-xa-ta-men-te aquilo ali. Então, ou ela é ela mesmo ou de fato é magistral. Em todo o caso, foi indicada para o Oscar, mas quem levou foi Mo'Nique, que faz a mãe. E tem uma participação do Lenny Kravitz, como um enfermeiro. Direção de Lee Daniels (opa! de Lenhador... aquela outra desgraceira com Kevin Bacon!). Claro que a produção é da Maria Desgraça Oprah Winfrey. Ganhou o Sundance de Melhor Filme (é, o Sundance já não é mais o mesmo) o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. E perdeu o prêmio principal para Guerra ao Terror, outra bobagem, mas isso é outra história...
Como eu já sabia do clima tenso de Preciosa, resolvi pegar uma comédia romântica para desanuviar e....
O que é exatamente a Jennifer Aniston? E por que será que insisto em ver filmes com ela? Primeiro achei que tinha perdido meu tempo com Coincidências do Amor. Sempre procuro pegar pelo menos uma comédia romântica para aliviar, e como essa era com o Jason Bateman, que acho um fofo, foi o escolhido. O mais impressionante é saber que foi necessária uma dupla direção (Will Speck e Josh Gordon) pra exibir mais um apanhado de clichês com o mesmo final de sempre, sem nem se preocupar em mudar a atriz, já que ela tinha protagonizado uma história BEM parecida anos atrás, com Paul Rudd num outro filme de que não lembro o nome.
Mas aí descobri que perda de tempo mesmo foi o filme que veio na outra leva de DVDs: O amor acontece com a mesma Jennifer Aniston. Eu sei, o segundo erro já é burrice, especialmente no meu caso, porque já venho reincidindo há anos, mas de novo, me animei a pegar por causa do co-protagonista, Aaron Eckhart, que sempre me parece bom sujeito. Direção de um tal Brandon Camp. Ai, essas minhas simpatias ainda acabam comigo. Não vou perder meu tempo falando deste. Apenas digo que a única coisa que se salvou foi uma participação que totalizou mais ou menos cinco minutos, do Martin Sheen (o pai do doido, não o doido).
Aliás, é mesmo importante que eu registre essas coisas aqui para me lembrar de não pegar mais filme com essa criatura com quem eu insisto em simpatizar, é mais produtivo colocar uma foto sorridente dela no meu armário, então. Porque estive fazendo uma rápida rememorização e o único filme de que gostei com ela foi Marley e Eu com duas notas importantes: a estrela do filme é o cachorro, e o Owen Wilson, em segundo lugar. Eu estou tentando fazer postagens mais curtas, e um dia hei de conseguir. Como esse propósito, paro esta por aqui e depois falo dos outros filmes... juro que houve alguns que valeram a pena!

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