uma é ler e ver histórias de época.
Genealogias, biografias, romaces históricos, estórias que se passam no medievo, na alta idade moderna, nos períodos elisabetano e vitoriano, Jane Austen, Henry James, estórias sobre côrtes, reis, sobre personagens comuns ou mitológicos, sagas, sem falar nos épicos!
Mania mesmo.
E faz todo sentido... não fui fazer História à toa. Nem rejeitei tanto História Contemporânea à toa.
Pois nestes tempos de querer pouco pensar em mim mesma, tenho mergulhado nessa minha mania.
No firme intuito de conseguir postagens mais curtas e ser mais sintética, mesmo consciente de que é trapaça, vou dividir a postagem, mas é justo, porque tem muita coisa! E quero registrar os filmes e os livros!
Vou começar então com os livros...
Finalmente li o primeiro volume da Série "Os Reis Malditos", de Maurice Druon, editada pela Bertrand. Este primeiro volume se chama O Rei de Ferro e dá conta do período final do reinado de Felipe, o Belo, de França. É um romance histórico. Mas tem uma pesquisa bem sólida e notas que são bem pertinentes. Tem um roteiro alla comedia dell'arte, é agradável de ler, a não ser pela tradução bem fraca, de Flávia Nascimento. Isso sempre me desanima e dá a sensação de perda de tempo.
Tocou-me em especial por falar de coisas que agora posso entender melhor, como o poderio financeiro de Florença e Siena, a maneira como os italianos se sentiam livres politicamente ao circular pelas monarquias vizinhas. Li sobre lugares onde eu estive, praças, casas e personagens com quem de algum modo tive contato, e fiquei feliz por isso.
Em seguida, li em uma noite, as 322 páginas de A Rainha Herege, de Michelle Moran. Editado pela Suma de Letras (editora que eu não conhecia) e escrito sob os cânones da escola americana, que produz tantos best sellers e que embora discutível, não pode ser subestimada.
O livro tem gancho. Lembrou-me a narrativa de O Reverso da Medalha de Sidney Sheldon, de que sou admiradora confessa. Resultado: comecei às oito da noite e terminei às dez da manhã do dia seguinte. Para isso contribuiram a boa tradução de Paulo Afonso, e o fato de que também tem uma boa pesquisa histórica.
É outro romance histórico que conta a vida de Nefertari, sobrinha de Nefertiti, a mulher de Akhenathon. Essa ascendência a vincula à heresia que Akhenathon teria cometido ao abolir o politeísmo egípicio em favor de um único deus: Athon. Quando a história começa, os Reis hereges já morreram, assim como Tutankhamon, e após um período de regência e reestabelecimento do politeísmo, o faraó é Seti, pai daquele que viria a ser Ramsés II. Pois é com ele, Ramsés II, que Nefertari - contra todas as expectativas e para fúria do povo em geral - não só irá se casar, como se tornará a favorita do faraó que, segundo a máxima demonstração romântica dos povos orientais, para ela constrói o mais rico mausoléu egípicio de que se tem notícia e que está ainda de pé, Abu Simbel, no sul do país.
Sendo americana, é claro que a autora dá excessivas asas à imaginação na ânsia comum que aquele povo tem de preencher lacunas históricas em prol de uma história o mais arrumadinha possível. Mas seu mérito está em assumir isso e fornecer , ao fim do livro, um panorama histórico "real" do período.
A única coisa que ela não explica é porque é que Ramsés seria ruivo e Nefertari teria olhos verdes, assim como, supostamente, Nefertiti...
Leituras distraídas, sem dúvida...
11 de mar. de 2011
Entre as manias que eu tenho...
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Um comentário:
Gostei muito do seu blog...
porquê escolheu este título? Beatlejuice
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