Puxa uma cadeira, e relaxe...

6 de abr. de 2011

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Então, vai daí que uma coisa puxa a outra e depois daquele papo de que talvez a redenção esteja nos encontros humanos, mais que nunca possíveis, via bytes, de repente caí de amores pelas possibilidades virtuais. Como qualquer nova paixão, a minha é um pouco exagerada, o caso é que a fleuma que me perdôe mas o encantamento é fundamental.

Enquanto vejo ligeiramente tensa o Fluminense jogando contra o Nacional do Uruguai, estou pelo MSN gozando e sendo gozada por um amigo que tem o mau gosto de ser rubronegro. Concomitantemente faço coro com os amigos torcedores contra os detratores de plantão que ficam provocando pelo Facebook e o e-mail de saudações tricolores já está preparado para assim que findar a partida. Sem falar que de cinco em cinco minutos pulam na tela os Tweets enviados pelo Perfil oficial do Flu, que passou a semana dando atualizações sobre a preparação do escrete.

Isso se chama troca. E ainda que eu estivesse sozinha em casa, só, não estaria.

O que me faz lembrar de um filme que vi três vezes no cinema - se você não viu, veja - Denise está chamando! Era uma profecia sobre a solidão humana, um olhar triste sobre pessoas irremediavelmente distanciadas pelas novas tecnologias, recolhidas em seus então incipientes recônditos virtuais, celulares... Fazia sentido. Era perfeitamente possível. Éramos eu e você. Amedrontava.

Mas nessa noite estou feliz aqui no futuro (de um passado cada vez mais pertinho) certa de que afinal não foi bem assim, aliás, muito pelo contrário.

Quem quiser, quem tiver olhos de ver, ouvidos de ouvir e mãos a estender, não estará isolado. Desinformado, acabrunhado.

Ao alcance de um clique, estão nossos semelhantes, a quem podemos amar como a nós mesmo com uma simples postagem!

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