Quando eu era criança, o meu irmão, que pouca gente sabe mas no fundo é uma pessoa má, dava um jeito de eu entrar num quarto escuro e me trancava lá só pra assistir ao meu horror, aquele pérfido.
E eram segundos de horror mesmo, um pavor inexplicável, um não saber o que faça, a soma das incertezas, uma miudez encolhida num choro sentido e desesperançado.
Viver em um mundo sem meus pais, é aquele pânico revivido continuamente.
Eu quisera ser madura.
Não sou.
29 de set. de 2018
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