e ler-te, entusiasmada,
aquela pequena história de cronópios...
a que traz em si toda a verdade dos tempos.
Essa vontade de que não fosses pronome,
mas verbo e carne.
E de que ao menos existisses
e me trouxesses teu cheiro.
E fosse eu, tua. E fostes tu, meu.
E que nos brotassem cactus e filhos.
e também eles fossem Cronópios,
colcheias nos fios tensos de nossa pauta de metal.
E, quando se dissipe nosso amor em pólen,
fossemos pelo mundo com o gosto bom um do outro
num canto qualquer da boca.
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