Puxa uma cadeira, e relaxe...

6 de mai. de 2013



Bem-aventurados os que entrelaçam suas almas a um solo.

Aqueles que conseguem se definir a partir de seus lugares de origem ou escolha.

Eu, de minha parte, consigo apenas amar os lugares. Amar com devoção. Observá-los à exaustão. Tomá-los para mim, e dar-me a eles. Sem contudo, jamais pertencer a parte alguma.

Sou carioca. Mas não exerço. Amo esta tanto quanto a outras cidades de meus afetos. E amo, sobretudo, aquilo que não é urbano.

Sempre a confusão entre amar e pertencer. 

Aproprio-me do sapo martelo, e de um sabiá inconveniente. E a água do rio continua a me queimar.

Mas não pertenço. 

E posso seguir.

Ainda que doa. 

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