Aqueles que conseguem se definir a partir de seus lugares de origem ou escolha.
Eu, de minha parte, consigo apenas amar os lugares. Amar com devoção. Observá-los à exaustão. Tomá-los para mim, e dar-me a eles. Sem contudo, jamais pertencer a parte alguma.
Sou carioca. Mas não exerço. Amo esta tanto quanto a outras cidades de meus afetos. E amo, sobretudo, aquilo que não é urbano.
Sempre a confusão entre amar e pertencer.
Aproprio-me do sapo martelo, e de um sabiá inconveniente. E a água do rio continua a me queimar.
Mas não pertenço.
E posso seguir.
Ainda que doa.
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