Eis que ela reiventou o conceito.
Que se reformule o bordão:
Calma. Ainda não começou, desta vez pegastes pesado demais… então a história não vai ainda pela metade. Há de desenvolver-se com todos os elementos que cuidadosamente inseriste. Tudo ainda por suceder… sentirás dor a cada minuto, esta que ora imaginas sentir, sequer conta como medida. A seguir, tudo ruirá de fato, e só então poder-se-á dizer: calma! vai passar.
Algo como: calma que assim que chover essa tempestade de raios que formaste sobre a tua cabeça, e após seres fustigada pelos choques e a chuva e ensurdecida pelos trovões, a tendência é melhorar. Tudo isso vai passar, calma! Seguras-te firme, entretanto!
Acho que é por estas alturas que o cidadão, atordoado, explodido em lucidez, grita:
PÁRA! NÃO SUPORTO MAIS!
E então, o mundo em entorpecido descompasso precisa silenciá-lo em diazepam.
É quando um ser humano adquire o olhar vazio, ou pleno demais, quando põe-se a comer os próprios piolhos em praça pública, quando um barulho estranho é ouvido, e não se sabe o que seja. É quando pequenos elementos da desordem afloram, um que grita 'não suporto mais'!
Um frame de todos os que se voltam para trás nesta pausa sinistra que é o incomum, o desespero. No instante seguinte voltam a atravessar as ruas, apressados, e não se lembram mais, porque dói lembrar-se, a dor paralisa e é preciso ir avante, porque ao menos desta vez não é com você.
Calma. É caso apenas de encontrar a faixa de pedestres. O momento em que não será contigo.
21 de nov. de 2014
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