1 de jan. de 2014
Desassossego
Às sete da manhã do primeiro dia do ano, abri os olhos e pensei, instantaneamente, que começava aquele ano com a alma árida.
Tentei dormir novamente e não pude.
E fui me dando conta devagar de que aridez é o antônimo de mim.
A dor não é árida.
Uma alma dolorida é uma alma repleta, embora não plena.
Carrego em mim as mais terríveis perspectivas e tenho tanto medo.
Tenho esperança. E cuido. Que as esperanças são bichos escarnecedores.
Não há refúgio.
Há apenas essa manhã. E minha mãe.
E esse ser atravessado. Essa que sou eu, mas que não sei bem. E a minha própria companhia irresoluta.
E toda uma vida nas mãos.
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