27 de abr. de 2013
Hoje tomei um ônibus.
Acordei, tomei um banho, e pus a roupa que havia escolhido para o dia.
Tomei um yakult, comi um pedaço de pão.
Desci, e andei sobre os passos de minha dor e sob as janelas de minha solidão. Assim, fazendo o caminho de volta para a vida que ainda não tive cheguei ao ponto do ônibus, que, parado, esperava pelas pessoas que contam sempre com a sua presença. De algum modo elas sabem que ele estará ali.
Porque as pessoas conhecem os sistemas segundo os quais move-se o planeta.
Eu desconfio sempre. Nada foi combinado comigo e me sinto intrusa nas atividades corriqueiras.
Mas hoje eu tomei aquele ônibus, paguei com um cartão que não subtrai o meu dinheiro, assim como todos ali fizeram e nenhum deles desconfiou de que há um fecho eclair sob as minhas roupas, e que sou de fato um lagarto verde.
Tenho em mim o comum das gentes.
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